PRAIAS CARIOCAS, A PAIXÃO NACIONAL: ONDE O MAR BEIJA A CIDADE MARAVILHOSA
O Rio de Janeiro possui atrativos de tirar o fôlego, seja aos pés do Cristo Redentor - uma das Sete Maravilhas do mundo moderno - à beira do gramado do mítico Maracanã, ou cortando o céu rumo ao Pão de Açúcar, qualquer um se encanta. Porém, nada representa tão bem a beleza e o espírito cariocas quanto suas praias.
Você já deu um beijo na praia? Além de escrever um livro, plantar uma árvore e ter um filho, o homem não pode passar por esta vida sem protagonizar um beijo neste cenário paradisíaco.
As praias estão disponíveis em todos os dias do ano. Quem já teve a experiência de dar um beijo diante do mar, jamais esqueceu. Definitivamente, não há quem resista à sua beleza. E nós, cariocas, somos privilegiados, assim como todos os Estados do litoral.
As praias do Rio de Janeiro possuem fama internacional, gente bonita, belezas naturais, noites efervescentes e uma gastronomia em plena erupção. Além das já conhecidas Copacabana e Ipanema, destacam-se: Leblon, Arpoador, São Conrado, Joatinga, Barra da Tijuca, Reserva, Recreio, Macumba, Grumari e Prainha, além das vizinhas de Niterói e da Região dos Lagos. O Rio, principalmente no verão, respira alto astral.
Nossas praias possuem um glamour especial. Presente em inúmeros roteiros de viagens, é destino certo para quem deseja descansar, badalar, comer bem e namorar muito. Nada como uma cerveja gelada, seu amor ao lado, a vista do mar à frente e a alegre presença de um morador ilustre: o Sol. Já à noite, as praias encontram-se mais tranquilas e disponíveis para inúmeros romances, com direito a serenatas repletas de beijos e carinhos.
É ao longo da orla que o carioca gosta de passar boa parte de seu tempo livre, seja solitariamente lendo um livro enquanto se bronzeia, ou acompanhado de amigos e familiares. As praias do Rio, além da beleza natural, têm a peculiaridade de reunir em suas areias pessoas de todas as classes sociais, credos, etnias, tipos físicos e idades, representando um perfeito exemplo de convívio harmonioso. Da praia do Flamengo, extremamente urbana, à de Grumari, praticamente selvagem, há muito o que ver e contar. Nas praias, boa parte da história da Cidade Maravilhosa - e dos cariocas - foi e é escrita.
Então, o que você está esperando? Pegue o carro ou a bicicleta e vá desfrutar desse lazer que é gratuito, mas não esqueça de tomar os cuidados necessários com a pele e a alimentação. Aproveite o que a vida oferece e siga as dicas:
As duas praias cariocas, que levam nomes de times de futebol tradicionais da cidade, são tipicamente urbanas. Impróprias para o banho, mas com uma as mais belas vistas da cidade, de onde é possível ver a Baía de Guanabara, o Pão de Açúcar, o Morro da Urca e o Iate Clube. Os moradores podem usufruir da extensa ciclovia para a prática de esportes.
*COPACABANA: A “princesinha do mar” é a praia mais tradicional do Rio de Janeiro e considerada a mais famosa do mundo. O glamour do seu calçadão em formato de ondas - inspirado no de Lisboa e projetado por Burle Max - atrai muitos visitantes diariamente, sejam moradores do próprio bairro (que possui a maior concentração de idosos do país), de outros lugares da cidade e turistas do Brasil e do mundo. A Avenida Atlântica, cercada por bares e hotéis por toda a sua extensão de 4,15 quilômetros do Leme ao Forte de Copacabana, é movimentada 24 horas por dia. Há ainda uma colônia de pescadores nas proximidades do Forte. Suas areias são palco de shows com público superior a 1 milhão de pessoas, campeonatos mundiais de vôlei e futebol de areia, e da maior festa de reveillón do planeta.
Localiza-se num dos bairros mais charmosos da cidade, conhecido mundialmente pela música “Garota de Ipanema”, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes. Foi a praia da moda nas décadas de 70 e 80 , frequentada por artistas e jovens, mas continua mantendo a fama até hoje atraindo o pessoal mais ‘descolado’ da cidade. Sua extensão vai do Arpoador ao Jardim de Alah, ponto que marca o começo da praia do Leblon. O Arpoador, aliás, é o ponto da praia preferido pelos surfistas da zona sul e um dos melhores lugares para se apreciar o pôr do Sol. Seu calçadão é servido por vários quiosques e proporciona uma bela vista, sendo sempre um ótimo convite para um final de tarde.
Localizada entre Copacabana e Ipanema, o Arpoador possui atualmente uma faixa de areia muito curta e é local preferido para os surfistas. Não se esqueça de visitar a pedra do Arpoador, que é um dos locais mais lindos da cidade para se apreciar um pôr-do-sol inesquecível.
A praia é uma extensão da de Ipanema e segue até o Morro Dois Irmãos. O Mirante do Leblon permite uma bela vista da orla, que nem sempre está apropriada para o banho. Porém, sua larga faixa de areia - ideal para a prática de esportes - e seu calçadão atraem várias pessoas, inclusive artistas que moram no bairro, um dos mais cobiçados da cidade. Em uma das pontas de seu calçadão fica o então famoso Baixo Bebê, para onde os pais levam seus filhos para brincar.
Cercada pelo Morro Dois Irmãos de um lado e pelas pedras da Gávea e Bonita de outro, seu céu fica colorido nos finais de semana pelos vários praticantes de voo livre, que saltam da rampa da Pedra Bonita e descem no trecho final conhecido como Praia do Pepino. O mar normalmente está impróprio para o banho devido à poluição, mas o calçadão de 2 quilômetros serve para boas caminhadas ou conversas em um dos convidativos quiosques.
A faixa de areia é muito pequena no inverno e a praia é recomendada que seja frequentada no verão, pois o Sol dura mais tempo. É uma praia de difícil acesso, mas de beleza incomparável, uma vez que, embora esteja no meio da cidade, parece estar isolada do mundo. Para chegar lá, o visitante deve seguir de carro pela Estrada do Joá e depois fazer uma pequena descida à pé, sobre as pedras, até a areia da praia. Não é aconselhável para idosos, gestantes e deficientes físicos.
Estende-se da Avenida Sernambetiba ao Recreio dos Bandeirantes e é a maior da cidade, com quinze quilômetros de extensão. A praia foi palco do WCT Brasil, campeonato mundial de surfe, em 1992, no qual o surfista norte-americano Kelly Slater - uma lenda viva - conquistou seu primeiro título mundial. O point mais conhecido é a barraca do Pepê, que tem esse nome em homenagem ao empresário e esportista Pedro Paulo Guise Carneiro Lopes, falecido num acidente de voo livre, em 1991. O local tem sua própria escolinha de vôlei e muitas de surfe, além de promover eventos para todas as idades com shows, esposições e espaço infantil.
Com areia fofa, o mar limpo e pouco frequentada - nos dias de semana - a praia da Reserva é muito procurada por famílias que querem se divertir com tranquilidade e também por praticantes da pesca com vara, facilitada pela pouca movimentação do mar. Ela fica situada entre as praias da Barra da Tijuca e do Recreio, e foi batizada com esse nome por estar em uma reserva ecológica. É bastante extensa, não possui muitos quiosques e poucos ambulantes passam por lá. Para alguns casais, por ter um pouco de privacidade, é o cenário ideal para namorar sossegado.
O Recreio dos Bandeirantes abriga uma praia muito charmosa, com apenas dois quilômetros de extensão e que atrai principalmente os jovens. Não é difícil fazer amizade por lá; basta se enturmar com a galera do futevôlei ou esperar por uma troca de olhares casual. Quiosques não faltam nessa faixa de areia e quase tudo pode ser comprado com os ambulantes, que vendem desde biscoitos de polvilho a biquínis e cangas. O mar é relativamente forte, mas o tom da água encanta os frequentadores.
Já ouviu falar do Pontal de Marapendi? Provavelmente, a resposta foi ‘não’. Contudo, esse é o nome da praia da Macumba, localizada no final do Recreio. Quem entende de surfe não hesita em procurar esse pico, pois é um dos lugares com as melhores condições para a prática do esporte no Rio. É considerada o berço do longboard (pranchão), que tem nela o point para a realização de uma das etapas do mais importante circuito dessa categoria no Brasil. Rico de Souza, um dos surfistas mais conhecidos do país, foi quem idealizou essa competição, que acontece desde 2001.
Para quem procura ondas fortes e muito verde, a Prainha é o lugar certo.São 700 metros de um cenário paradisíaco. De um lado o mar com ondas grandes e perfeitas, do outro duas montanhas cobertas pela Mata Atlântica praticamente intocada. A privacidade é outro ponto forte do local, pois não há condução pública para chegar lá e não exista nenhuma construção ao longo da praia. É preciso veículo próprio ou estar preparado para uma longa e cansativa caminhada pela serra.
Considerada selvagem, já que assim como a Prainha tem difícil acesso, possui 4 quilômetros de extensão e um mar forte, mas em alguns dias as ondas formam pequenas piscinas na areia, ideais para crianças. Hoje, Grumari é área de preservação ambiental; por isso os ônibus são proibidos e há limites para a quantidade de carros. Um irresistível atrativo da região são os restaurantes, que servem peixes fresquinhos e frutos do mar de todos os tipos. Ao lado existem uma praia pouco conhecida, até mesmo pelos cariocas. Trata-se da praia do Abricó, onde é possível praticar o naturismo sem ser incomodado.








